V Congresso ABMUS
O V Congresso da Associação Brasileira de Musicologia (ABMUS) em parceria com o XIV Simpósio Internacional de Musicologia – “MUSICOLOGIA & DIVERSIDADE patrimônio, memória e identidade” será realizado em Goiânia, de 15 a 19 de junho de 2026, em parceria com o Núcleo CARAVELAS: Núcleo de Estudos de História da Música Luso-Brasileira da Universidade Nova de Lisboa (CESEM/FCSH/UNL). O evento propõe consolidar um ecossistema acadêmico-cultural alinhado às diretrizes de formação de recursos humanos qualificados, e a internacionalização, equidade e interiorização da pós-graduação brasileira, pilares estratégicos no fomento à pesquisa.
Sob o eixo Pluralidade Cultural e Ética, o evento aborda:
(i) os caminhos plurais da musicologia na contemporaneidade;
(ii) processos de identidades, colonialidade, decolonialidade e seus desdobramentos epistemológicos;
(iii) a historiografia musical como ação de memória e valorização de legados locais, regionais e nacionais;
(iv) questões de gênero e o direito à diversidade nas múltiplas dimensões e impactos da pesquisa musicológica;
(v) valorização e reconhecimento das africanias (CASTRO, 2011) e dos saberes indígenas, articulando educação, patrimônio, combate ao racismo e defesa dos direitos
humanos.
Busca assim fomentar a pesquisa, a formação avançada e a difusão da musicologia em perspectiva plural, contribuindo para a qualidade e a equidade da pós-graduação brasileira,
buscando:
(a) promover intercâmbios entre PPGs, laboratórios e centros de salvaguarda;
(b) consolidar redes lusófonas e latino-americanas de pesquisa;
(c) induzir boas práticas de acessibilidade, equidade de gênero e relações étnico-raciais;
(d) ampliar a circulação do conhecimento e dos programas de pós-graduação participantes;
(e) qualificar a produção bibliográfica e os produtos técnico-tecnológicos da área.
Adere ao marco constitucional da educação (CF arts. 205–214) e aos dispositivos da LDBEN (arts. 2º, 3º e 26-A, com as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008), às Diretrizes Nacionais
para a Educação em Direitos Humanos (CNE/CP nº 1/2012), ao Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288/2010), à Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e ao Plano Nacional de Cultura (Lei nº 12.343/2010), além de diretrizes de boas práticas de preservação e salvaguarda de acervos.
Em convergência com os eixos estratégicos da CAPES, promove a cidadania, qualificação, pluralismo e diversidade, fomentando a produção qualificada, a internacionalização (com ênfase na região Centro-Oeste), equidade/inclusão e transferência de conhecimento, com materiais abertos, paridade, interiorização e ações territorializadas em escolas e comunidades — alinhados aos princípios de protagonismo cultural em rede e o fortalecimento de territórios.